Você Sabia?

As dores de uma maratona podem ser esquecidas. Entenda.

Dores durante provas longas como maratonas são mais do que comuns. Mancamos através dos últimos quilômetros, lutando contra cólicas implacáveis e incômodos diversos. No entanto, voltamos para a linha de partida de novo e de novo, já que o sofrimento das más experiências de uma corrida muitas vezes não são suficientes para nos manter fora da estrada.

Corredores profissionais e amadores com “sangue nos olhos” com certeza passam por mais momentos de dor do que pessoas comuns, que praticam atividades mais leves. Mas sabia que o fato de isso não tirá-los das pistas pode ter a ver com a forma como o cérebro se lembra da dor associada aos eventos de resistência? Um estudo com 62 maratonistas publicados em uma revista americana especializada descobriu que os corredores de maratona subestimaram suas dores uma semana, um mês, três meses e seis meses após a corrida. Ou seja, não se deixaram abater.

Vale a pena notar que essa pesquisa só estudou pessoas que completaram a maratona – um grupo que provavelmente teria experimentado mais emoções positivas do que aquelas que não cruzaram a linha de chegada.

Por causa disso, os atletas aprendem não apenas a associar algumas dores a algo normal que se espera do treinamento, mas também a distinguir entre a dor que reflete o trabalho máximo e a dor que poderia sinalizar uma lesão. Isso te ajuda a superar a dor normal e o desconforto de corridas de dois dígitos e ajustar os planos de treinamento para tratar de questões mais preocupantes, como uma tensão muscular.

Mas subestimar as dores de uma corrida também é uma função da maneira como a memória funciona. Nós tendemos a recordar os destaques dos eventos – não todos os pequenos detalhes. Você pode se lembrar do começo, do fim e da localização de amigos no meio da multidão em um determinado marcador de distância, por exemplo.

Para ajudar a criar uma corrida difícil como uma experiência mais positiva em sua mente, durante a corrida, concentre-se no que você já conquistou, em vez de quanto esforço você ainda precisa colocar. Veja sua dor como um prenúncio de completar uma maratona em vez do efeito de correr.

Então, depois da corrida, tente aprimorar as partes boas. Correr em ventos fortes, perto de temperaturas mais frias e chuva torrencial pode lhe parecer algum tipo de tortura às vezes, mas mantenha uma boa estratégia de ritmo ou pratique suas técnicas de força mental. Identificar esses aspectos positivos (versus reclamar sobre seus quadris) irá te dar força para percorrer um longo caminho. #BrasilRun

Fonte: Runners World

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